domingo, 28 de novembro de 2010

Oh! Lua


"Eu descobri que a solidão é o grande amor da minha vida
A minha companheira fiel
A mãe que sempre me estende o colo
E o consolo sempre almeijado.
Não tenho outro conselheiro
Ela sempre esteve ao meu lado."

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Bolsa de Grife

Vanessa da Mata
Comprei uma bolsa de grife, mas ouçam que cara de pau.

Ela disse que ia me dar amor, acreditei, que horror.

Ela disse que ia me curar a gripe, desconfiei, mas comprei.

Comprei a bolsa cara pra me curar do mal

Ela disse que me curava o fogo, achei que era normal

Ela disse que gritava e pedia socorro, achei natural

Ainda tenho angústia, sede.

A solidão, a gripe e a dor.

E a sensação de muita tolice nas prestações que eu pago pela tal bolsa de grife.

(2x)

Nem pensei, um impulso pra sanar um momento.

Silenciar, barulho. Me esqueci de respirar.

Um, dois, três

Eu paro.

Hoje sei

Que nem tudo será

Escrevi meu colar,

Dentro há o que procuro

Ainda tenho angústia, sede.

A solidão, a gripe e a dor.

E a sensação de muita tolice nas prestações que eu pago pela tal bolsa de grife.

(2x)

Meu amigo comprou um carro pra se curar do mal.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Miscelânea



Sou uma miscelânea, sou a soma de um monte de pessoas e de algumas ideias malucas.

Kléber Novartes

domingo, 15 de agosto de 2010

Se avexe não


Amanhã pode acontecer tudo
Inclusive nada

Se avexe não
A lagarta rasteja até o dia
Em que cria asas

Se avexe não
Que a burrinha da felicidade
Nunca se atrasa

Se avexe não
Amanhã ela pára na porta
Da sua casa

Se avexe não
Toda caminhada começa
No primeiro passo
A natureza não tem pressa
Segue seu compasso
Inexorávelmente chega lá

Se avexe não

Observe quem vai subindo a ladeira
Seja princesa ou seja lavadeira
Pra ir mais alto vai ter que suar

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Há uma lenda..



Cliquem na foto, para ver maior.. Vale a pena =D

Em cada um de nós há um segredo, uma paisagem interior com planícies invioláveis, vales de silêncio e paraísos secretos.
Antoine de Saint-Exupéry

sexta-feira, 18 de junho de 2010

O fim de uma viagem é apenas o começo de outra.

A viagem não acaba nunca. Só os viajantes acabam. E mesmo estes podem prolongar-se em memória, em lembrança, em narrativa. Quando o visitante sentou na areia da praia e disse:


“Não há mais o que ver”, saiba que não era assim. O fim de uma viagem é apenas o começo de outra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na primavera o que se vira no verão, ver de dia o que se viu de noite, com o sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava. É preciso voltar aos passos que foram dados, para repetir e para traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre.

José Saramago

quinta-feira, 17 de junho de 2010